Arquivo | maio, 2006

Decifra-me ou te devoro!

19 maio

1. Há cinco casas de 5 diferentes cores.
2. Em cada casa mora uma pessoa de uma diferente nação.

3. Esses 5 proprietários bebem diferentes bebidas, fumam diferentes tipos de cigarro e têm animais de estimação diferentes.

A QUESTÃO É:
QUEM TEM UM PEIXE?


Dicas:
· O inglês vive na casa vermelha

· O sueco tem cachorros como animais de estimação

· O dinamarquês bebe chá

· A casa verde fica à esquerda da casa branca

· O dono da casa verde bebe café.

· A pessoa que fuma Pall Mall cria pássaros

· O dono da casa amarela fuma Dunhill

· O homem que vive na casa do centro bebe leite

· O norueguês vive na 1ª casa

· O homem que fuma Blends vive ao lado do que tem gatos

· O homem que cria cavalos vive ao lado do que fuma Dunhill

· O homem que fuma Bluemaster bebe cerveja

· O alemão fuma Prince.

· O norueguês vive ao lado da casa azul

· O homem que fuma Blends é vizinho do que bebe água.

Albert Einstein escreveu esse texto no século passado.
Ele disse que 98% do mundo não pode resolvê-lo, por isso não se sinta mal se não conseguir responder.

Caso alguém descubra a resposta envie para grgoulart@gmail.com.
Não ganha nada, mas todo mundo vai saber o quão Nerd vc é….

Heheeeeeee!

Ensaio Sobre a Loucura

18 maio

“Hay dias que no sé lo que me passa…
Eu abro meu Neruda e apago o som…”

Há dias para tudo nesta alucinante, mas curta vida. Hoje vou partilhar a questão que me veio à cabeça por causa de uma conversa com minha namorada, a Ane, que me fez rir ironicamente do mundo:
O que é um louco? O que é a loucura? (ok, são duas questões, mas implícitas)

Depois de perder certo tempo, cheguei á conclusão que um louco é alguém que tem as suas próprias ideias, consideradas estas fora do normal; sendo, portanto, a loucura a característica que lhes é atribuída por não serem capazes de as comunicar e se fazerem aceitar pelos outros.
Assim sendo, conclui a minha tese com outra pergunta:
Mas então o que é a realidade, o normal?

Se a um louco for feita a pergunta:
O que é isto que tenho ao pescoço?(imaginemos alguém apontando para a sua gravata)
Ele responderá algo do género:
É um pedaço de tecido, com colorações variadas, sem utilidade aparente e que provoca uma certa asfixia e incomodo.
Pelo contrário, nós os “normais” responderemos de imediato e sem pestanejar: é uma gravata.

Cheguei então à catastrófica conclusão óbvia que a normalidade é simplesmente uma maneira extremamente medíocre e sem imaginação de olhar o mundo.
São estas conclusões banais que me fazem pensar em quantos de nós não gostaríamos de ser loucos na vida, assumir o que sentimos, pensamos, sem que nada nos detivesse ou envergonhasse.

Vivemos presos ás correntes invisíveis da uniformização do que a maioria pensa ser normal.
E meus caros, ai de nós se dela nos transviar-mos, somos logo postos numa camisa de forças com pulseirinha de “altamente perigoso”.
Perigoso… só se fosse pelo risco de oferecer ao próximo uma maior abertura da realidade.
Iriam descobrir o quanto as coisas estão incorretas, injustas, descentradas….coisas que “nós” consideramos “normais”.

Não sou louco, mas juro que gostaria de ser. Procuro apenas sustentar algumas idéias diferentes da grande manada em que nos transformamos…

Plagiando o poeta:
“Sou tão louco, que finjo não ser loucura a loucura que deveras tenho”

Guilherme Goulart

Cotidiano

16 maio

Dia longo e sem graça, que se estende preguiçoso nos braços da tarde que expira…

Sim! A tarde suspira pela voz da brisa que desfolha rosas solitárias, e que rouba às flores do jardim, o que de mais preciosos elas têm: o perfume.

E a noite também desce. Vem de longe, lá dos países banhados de sol, onde outros mares, cantam outras cantigas, onde outras estrelas deslumbram outros olhares que não os nossos.

E eu, preguiçoso perdido na vastidão do universo, fico pensando em você. Fico pensando nos momentos perfeitos que só acontecem quando você está ao meu lado.

Sozinho dentro da noite… O sol deixa de iluminar e aquecer, eu não consigo ter olhos para ver mais nada e sinto um frio terrível. Quanta falta sua presença me faz.

Quisera que você estivesse sempre ao meu lado, para que os dias fossem menos longos, menos tediosos e menos tristes. E então, eu poderia dizer que houve um verdadeiro sentido na existência.

Vivo por você e para você, meu ideal… Meu tudo, meu acalanto e meu despertar….

Guilherme Goulart