Limites nas Redes Sociais para jornalistas. Opiniões divergem.

17 set

redes_sociais1

As recentes normas adotadas pela Folha de S.PauloTV Globo no uso de redes sociais por seus jornalistas causam polêmica. Na última semana, os dois veículos divulgaram, em comunicados internos, regras para o uso de blogs, Twitter, e outras redes sociais.

Folha determinou que seus profissionais sigam os princípios do projeto editorial, “evitando assumir campanhas e posicionamentos partidários”. O veículo também exige que os jornalistas não divulguem conteúdos de colunas e reportagens exclusivas, restritos a assinantes, na rede. A TV Globo também estabeleceu normas semelhantes aos seus funcionários, vedando a divulgação de informações institucionais e o uso de redes sociais vinculadas a outros veículos de comunicação sem prévia autorização da emissora.

O debate público em face dos assuntos continua a esquentar.

O que é visto como um cerceamento da liberdade de expressão para uns, é visto como uma questão ética por outros. Bruno Rodrigues, especialista em mídias digitais, concorda com a medida adotada pelos veículos. “Esse comportamento faz parte do trabalho profissional. Discordo quando dizem que é uma forma de limitar a liberdade de expressão. Quando um jornalista cobre algum assunto para a Folha, por exemplo, o jornal tem total direito nesse caso. Se for um trabalho particular, uma investigação própria, aí é outra coisa”.

O professor de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, pós-doutorado em comunicação e Tecnologia, Walter Teixeira Lima Júnior, acredita que o caso seja algo muito novo e analisa o ponto de vista das empresas e dos jornalistas. “Tudo o que você vai falar vai para o bem ou para o mal da empresa. A preocupação do veículo é que eles têm concorrentes. Tudo isso é muito novo, tanto jornalistas como empresas estão aprendendo como conviver”.

Apesar de enxergar as razões das empresas, Lima acredita que o jornalista também tem voz fora do veículo e o direito de expressar sua opinião fora de seu período de trabalho, mesmo de um assunto que tenha coberto. “Os veículos não podem limitar a liberdade do individuo. É como no passado, o jornalista escrevia a matéria, saía da redação e depois ia às ruas, era ativista”, conclui o jornalista, que enfatiza que o profissional também deve ter responsabilidade sobre o que fala.

Fonte: Comunique-se

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: