Cultura de Massa X Cultura da Rede

21 set

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A cultura de massa, como definição concreta, deveria ser a cultura produzida para a população em geral, independente as heterogeneidades socias, sexuais, etárias ou psicológicas, veiculada pelos meios de comunicação de massa. Considera-se, portanto, uma manifestação cultural de massa, aquela produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população, o grande público.

A Teoria crítica, como ponto de partida, analisa o sistema da economia de mercado como a condição global das massas. Seus fins específicos consistem na organização de uma vida onde os indivíduos sejam independentes das cegas necessidades dos laços econômicos e da realização programada das possibilidades humanas.

A indústria cultural exerce um grande poder de influência sobre os indivíduos; o que ela oferece não vai além do que representações sob formas diferentes de exibições, que serão sempre iguais. Nela, o indivíduo se reduz à esfera do privado, anulando assim sua autonomia, seu senso crítico e sua essência própria.

A cultura de massa (ou Cultura de Hits) como um todo é narcisista, pois ela vende aos seus consumidores a satisfação manipulada de ser representado, seja nas telas de cinema, televisão, novelas ou espetáculos. Ela mostra o estereótipo – do bom, do ruim, do feio, do bonito, do feminino, do masculino – , o que já é devidamente concreto e estabelecido.

Com a digitalização dos conteúdos, e sua redistribuição livre pela rede, a cultura de hits perde sua força, afetando os meios de massa que praticamente se sustentavam a partir destes. A evolução da internet, com a web 2.0, possibilitou a todos serem produtores de conteúdo, tornando a informação livre, contribuiu, ainda mais, para a redução do poder da cultura de massa.

Com a internet as pessoas além de poder escolher entre uma imensa maior variedade de conteúdos, as pessoas passam de consumidores a disseminadores, e produtores de conteúdo. Isso é percebido, atualmente, em blogs, sites de compartilhamento de fotos, e no microblogging. Assim formam-se as redes sociais na web, uma das maiores expressões da web 2.0.

As redes sociais se caracterizam como espaços onde as pessoas podem interagir mutuamente, se relacionando, trocando conhecimentos, experiências, e criando laços entre si. Esses espaços trouxeram uma realidade nova à tona: a possibilidade de se comunicar, manter e criar novos contatos sem barreiras geográficas. Canais como blogs e seus comentários e fóruns de discussão geralmente se caracterizam como interações assíncronas, diferente de microblogs que tem uma interação geralmente mais síncrona, mas que ainda não chega a um nível de sincronia como a de um bate-papo virtual, ou serviços de troca de mensagem instantânea.
As interações nas redes sociais geram uma “moeda de troca” virtual, o capital social. Ele é um conjunto de recursos de um determinado grupo que pode ser usufruído por todos os membros do grupo, ainda que individualmente, e que está baseado na reciprocidade. Ele está embutido nas relações sociais e é determinado pelo conteúdo delas.
Redes de microblogging, como o Twitter, surgiram e por sua limitação imposta de caracteres acabaram definindo outra característica: uma alta velocidade de informação. As pessoas “seguem” outras que disponibilizam informações relevantes de forma ágil. Qualquer pessoa pode criar e compartilhar informações. Um dos principais usos é a cobertura ao-vivo de eventos, na qual várias pessoas podem debater sobre o evento ao mesmo tempo de forma direta ou indireta, geralmente através do uso de uma hashtag em comum. A facilidade de postagem é outra vantagem, pode-se enviar mensagens para o Twitter através do celular. Isso possibilitou que este fosse o primeiro canal de comunicação em vários eventos trágicos, após isso, trazendo outros canais e meios para a cobertura do fato.

As redes sociais se caracterizam como espaços onde as pessoas podem interagir mutuamente, se relacionando, trocando conhecimentos, experiências, e criando laços entre si. Esses espaços trouxeram uma realidade nova à tona: a possibilidade de se comunicar, manter e criar novos contatos sem barreiras geográficas. Canais como blogs e seus comentários e fóruns de discussão geralmente se caracterizam como interações assíncronas, diferente de microblogs que tem uma interação geralmente mais síncrona, mas que ainda não chega a um nível de sincronia como a de um bate-papo virtual, ou serviços de troca de mensagem instantânea.

As interações nas redes sociais geram uma “moeda de troca” virtual, o capital social. Ele é um conjunto de recursos de um determinado grupo que pode ser usufruído por todos os membros do grupo, ainda que individualmente, e que está baseado na reciprocidade. Ele está embutido nas relações sociais e é determinado pelo conteúdo delas.

Redes de microblogging, como o Twitter, surgiram e por sua limitação imposta de caracteres acabaram definindo outra característica: uma alta velocidade de informação. As pessoas “seguem” outras que disponibilizam informações relevantes de forma ágil. Qualquer pessoa pode criar e compartilhar informações. Um dos principais usos é a cobertura ao-vivo de eventos, na qual várias pessoas podem debater sobre o evento ao mesmo tempo de forma direta ou indireta, geralmente através do uso de uma hashtag em comum. A facilidade de postagem é outra vantagem, pode-se enviar mensagens para o Twitter através do celular. Isso possibilitou que este fosse o primeiro canal de comunicação em vários eventos trágicos, após isso, trazendo outros canais e meios para a cobertura do fato.

E difícil combinar diversidade com cultura de massa. Para priorizar a opinião – e o lucro – de poucos, é preciso estabelecer com os outros muitos um status de dominação. A cultura, quando distribuída em ritmo industrial, vira uma versão empobrecida da realidade, dissemina estereótipos e carrega as relações sociais de estagnação e desigualdade.

Mas se a cultura de massa é aquela que tem pouco ou nada a ver conosco, a cultura da rede somos nós. A rede nos oferece um potencial inédito de propagar pensamento livre e criatividade. A comunicação passa a se dar de maneira essencialmente horizontal e o conhecimento se constrói colaborativamente. A diversidade cultural deixa de ser uma entidade exterior às pessoas e se torna, finalmente, um produto da expressão coletiva.

Para que esse potencial se concretize, é preciso transformar a rede em um espaço de todos. Para que a rede reflita a diversidade, é preciso promover o acesso, a liberdade, o respeito às diferenças. E resgatar a idéia de que as pessoas, todas elas, têm o que dizer.

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