Arquivo | Crônica RSS feed for this section

Para Entender a Internet

20 mar

Juliano Spyer tá lançando um livro 100% Web 2.0. Ele se chama Para entender a internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Ele é integralmente disponibilizado em PDF e também por um site, onde leitores podem debater e conversar entre si e com os autores sobre os assuntos do livro ou assuntos de interesse comum.

São 38 autores compilados em um e-book aberto. O livro começa no pdf e continua no blog.

Vale muito a pena baixar e participar.

Alguns dos autores:
– Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog.

– Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral.

– Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging.

– Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online.

– Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons.

E esses são só alguns.

Vale a pena conferir o projeto. Acredito que tem muita coisa interessante a ser discutida por ali.

Para visitar o site clica aqui e para baixar clica aqui.

Os Blogs Vieram para Iluminar a Sombra.

20 nov

 

Há uma sabedoria e um equilíbrio entre todas as novas e velhas mídias. Os blogs mais destacados atuam bem em algum tipo de sombra, cumprindo um papel de pequena lanterna que dá luz ao todo.

Por Carlos Nepomuceno.

Quanto mais somos no planeta, mais necessidades temos de comer, vestir, morar, consumir. Isso nos leva a necessidades de informação e comunicação para preencher esses desejos.

Mais ações são colocadas na roda do mundo e mais fatos ocorrem.

Os meios de comunicação e de informação tentam, ao longo dos séculos, dar conta desse grande universo demandante. Na incapacidade de resolver o problema de uma forma, pula para outra, criando novas camadas de inteligência.

A mídia tradicional (rádio, TV, jornais…) era completamente ineficaz de cobrir tudo que acontecia nos quatro cantos do planeta.

Os fatos, os detalhes, os nichos, os pontos de vistas eram muito maiores, diversos e amplos do que o volume de microfones, câmeras e bloquinhos dos jornalistas permitiam.

A rede veio cumprir esse novo papel: iluminar as sombras deixadas pela mídia tradicional, permitir que novas idéias entrassem na roda e gerar debates entre pessoas, compatibilizando o volume de cabeças pensantes com o ambiente de conhecimento disponível.

Como mostra a figura abaixo, na qual o off-mídia (produção independente de usuários ou grupos de usuários), agregando relevância ao planeta:

blogs_luz_sombra

Assim, um blog eficiente não é aquele que tenta ser um espaço a mais onde a mídia coloca luz, mas deve procurar trabalhar nas sombras, nas brechas que essa deixa.

Ou caminha para uma especialização, ou apresenta um novo ponto de vista, ou dá detalhes que os outros meios não conseguem, entrando na roda da informação relevante, aumentando o significado e gerando valor.

Um blog que repete é barulho, ruído, sem valor e tende a ser ignorado pelo público, que vai procurar a sombra do off-mídia.

Há em cada leitor a procura de um balanço e uma necessidade de preencher as suas necessidades de informação, com relevância para que possa tomar as decisões e seguir adiante.

Toda vez que uma nova mídia, seja blog, Twitter, listas de discussão ou o que seja, não vem para agregar luz à sombra, tende a ser ignorada, pois entra no rol dos ruídos.

Quem tem Twitter, por exemplo, e passa a seguir alguém espera que aquela pessoa ao dizer onde está e o que está fazendo, lhe dará dicas importantes e preciosas, no caso da procura por interesse profissionais.

Mas se o cara twitta de um engarrafamento, que está com fome, que comeu farofa, o que isso está trazendo luz à sombra?

É mais um a trazer barulho, onde queremos silêncio e bons toques….

Há uma sabedoria e um equilíbrio entre todas as novas e velhas mídias.

Se você observar os blogs com trânsito verá que eles estão atuando muito bem em algum tipo de sombra, cumprindo um papel de pequena lanterna que dá luz ao todo, seja informando na escuridão, ou juntando diversas partes, que mesmo na luz, não faziam sentido.

O objetivo de agregar informação ao mundo, é sempre de levar relevância, o resto é entropia.

Essa é a nova dialética em que estamos: mais vale o silêncio do que a abobrinha. E quando vem a abobrinha, que seja de uma forma a colaborar na salada.

Estamos na passagem do mundo da escessez (quem gosta do termo é o Clay Shirky) para a abundância e temos que ser sábios em agregar para complementar e não para gerar ruído.

E essa capacidade de transitar sempre gerando valor, é o que fará a diferença no mundo atual e futuro, seja uma pessoa, ou empresa, ou país.

 

nepo_lancamento1

Carlos Nepomuceno é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), coordenador do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da Pontonet. Mais dele no blog CNepomuceno e no Twitter.

A História Sem Fim

30 out

Era uma vez um reino com o nome de “Minha Conta Bancária”. Não era um reino grande, mas era estável, e possuía grandes aspirações de expandir seu território. Uma princesa começou a reinar sobre Minha Conta Bancária, ela era conhecida como “Minha Mulher”. Após a chegada dessa princesa, o reino ficou sobre uma forte ameaça: o “NADA”. Ele começou a atacar as regiões mais distantes do reino, fazendo elas simplesmente desaparecerem. O mal não parou por aí, continuou sua destruição até que, de vez ou outra, ameaçava até o antes impenetrável castelo de cristal, chamado de “Cheque Especial”.

Um grande guerreiro foi chamado para combater o NADA. E saiu em buscas de aventuras que pudessem salvar o reino e a princesa. Pegou seu corcel branco, apelidado de “Corcell 2”, e partiu para sua jornada.

Assim tem início a grande saga.

Logo no início nosso herói se depara com um grande desafio. O Oráculo do Sul, conhecido por muitos como “RH”. Uma enorme esfinge, onde o guerreiro precisa responder sabiamente todas as questões, senão é fuzilado instantaneamente por raios que saem de seus olhos, o perigoso “Deixe Que Entramos Em Contato”. Muitos fracassaram nessa tentativa. Graças ao seu alto QI e a ajuda de um pequeno e simpático casal de velhinhos, chamados de “Sogrão Q Por Acaso É Dono Da Empresa” e a “Sogrona Q Não Quer Ter Uma Filha Casada Com Um Vagabundo”, aliado com muita coragem, o herói derrota o Oráculo que bravamente tentou impedir o seu avanço. 

Em seu caminho nosso herói se depara com inúmeros seres fantásticos e extraordinários, como o gigante de pedra que passava por cima de tudo, chamado “Chefe”, ou o homenzinho que pilotava um caracol cortando todo mundo, conhecido como “Motoboy”. Mas seu grande parceiro de aventuras era um dragão com cara de cachorro que voava, apelidado carinhosamente de “Estagiário”. Sempre que estava com problemas, nosso herói montava em cima do Estagiário que sempre salvava sua pele.

Em meio de suas incríveis aventuras, houve aquele dia fatídico. Sua missão era encontrar um grande sábio que poderia ter a resposta para derrotar o NADA. Era uma tartaruga gigante que vivia em um mar de lama e respondia sobre o nome de “Consultor”. Mas não seria fácil. O Consultor vivia numa região longínqua do reino, cercada de inúmeros perigos. Em pouco tempo, seguindo bravamente com seu Corcell 2, nosso herói encontra um pântano perigoso nomeado de “Enchente”. Tentando transpor a Enchente, o imponente corcel branco acaba cedendo e morre lutando honrosamente. Seu grande companheiro de tantos anos o abandonara. Mais que nunca pensou no perigo que o NADA representava e continuou impávido seu percurso. Mas a tartaruga não respondeu nenhuma de suas perguntas e ainda espirrou em sua cara inúmeras vezes.

Ainda hoje nosso herói continua sua eterna luta contra o NADA, que parece imbatível.

Mas não pode ser! O NADA não pode vencer! Apenas uma coisa pode derrotar o NADA: você leitor. Você, que está lendo esta história, pode salvar o reino da Minha Conta Bancária. Reuna sua coragem, acredite na possibilidade. Abra a janela do seu sótão e grite bem alto o nome do autor desta crônica e faça um cheque nominal a ele.

O reino da Minha Conta Bancária está agora em suas mãos. 

Guilherme Goulart