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Did You Know? e The Social Media Revolution. Descubra o mundo pós 2.0

25 set

social media poststamps

Estão rodando na net vários videos bem interessantes sobre a revolução causada pelas mídias sociais.

A série chamada Did You Know?, produzida pela revista The Economist anuncia seu fórum de convergência de mídia: “O momento da verdade: consumidores, tecnologia e comércio” e foca na convergência e nas mudanças que estão acontecendo nos meios de comunicação.

O vídeo chamado The Social Media Revolution, produzido pelo blog Socialnomics do suíço Erik Qualman. O vídeo apresenta dados demonstrando a importância das mídias sociais para a comunicação de um modo geral, para as empresas (anunciantes), para as agências e para a sociedade, pois, sabemos que a internet modificou em muito a forma como vivemos, trabalhamos, compartilhamos fatos, vemos notícias e etc.

Quer fazer parde da mudança e se virar no mundo pós 2.0? Assistir aos videos é um bom começo:

Série “Did You Know?”

“The Social Media Revolution”

BlogBlogs.Com.Br

Cultura de Massa X Cultura da Rede

21 set

web-2.0-logo-mosaic

A cultura de massa, como definição concreta, deveria ser a cultura produzida para a população em geral, independente as heterogeneidades socias, sexuais, etárias ou psicológicas, veiculada pelos meios de comunicação de massa. Considera-se, portanto, uma manifestação cultural de massa, aquela produzida para o conjunto das camadas mais numerosas da população, o grande público.

A Teoria crítica, como ponto de partida, analisa o sistema da economia de mercado como a condição global das massas. Seus fins específicos consistem na organização de uma vida onde os indivíduos sejam independentes das cegas necessidades dos laços econômicos e da realização programada das possibilidades humanas.

A indústria cultural exerce um grande poder de influência sobre os indivíduos; o que ela oferece não vai além do que representações sob formas diferentes de exibições, que serão sempre iguais. Nela, o indivíduo se reduz à esfera do privado, anulando assim sua autonomia, seu senso crítico e sua essência própria.

A cultura de massa (ou Cultura de Hits) como um todo é narcisista, pois ela vende aos seus consumidores a satisfação manipulada de ser representado, seja nas telas de cinema, televisão, novelas ou espetáculos. Ela mostra o estereótipo – do bom, do ruim, do feio, do bonito, do feminino, do masculino – , o que já é devidamente concreto e estabelecido.

Com a digitalização dos conteúdos, e sua redistribuição livre pela rede, a cultura de hits perde sua força, afetando os meios de massa que praticamente se sustentavam a partir destes. A evolução da internet, com a web 2.0, possibilitou a todos serem produtores de conteúdo, tornando a informação livre, contribuiu, ainda mais, para a redução do poder da cultura de massa.

Com a internet as pessoas além de poder escolher entre uma imensa maior variedade de conteúdos, as pessoas passam de consumidores a disseminadores, e produtores de conteúdo. Isso é percebido, atualmente, em blogs, sites de compartilhamento de fotos, e no microblogging. Assim formam-se as redes sociais na web, uma das maiores expressões da web 2.0.

As redes sociais se caracterizam como espaços onde as pessoas podem interagir mutuamente, se relacionando, trocando conhecimentos, experiências, e criando laços entre si. Esses espaços trouxeram uma realidade nova à tona: a possibilidade de se comunicar, manter e criar novos contatos sem barreiras geográficas. Canais como blogs e seus comentários e fóruns de discussão geralmente se caracterizam como interações assíncronas, diferente de microblogs que tem uma interação geralmente mais síncrona, mas que ainda não chega a um nível de sincronia como a de um bate-papo virtual, ou serviços de troca de mensagem instantânea.
As interações nas redes sociais geram uma “moeda de troca” virtual, o capital social. Ele é um conjunto de recursos de um determinado grupo que pode ser usufruído por todos os membros do grupo, ainda que individualmente, e que está baseado na reciprocidade. Ele está embutido nas relações sociais e é determinado pelo conteúdo delas.
Redes de microblogging, como o Twitter, surgiram e por sua limitação imposta de caracteres acabaram definindo outra característica: uma alta velocidade de informação. As pessoas “seguem” outras que disponibilizam informações relevantes de forma ágil. Qualquer pessoa pode criar e compartilhar informações. Um dos principais usos é a cobertura ao-vivo de eventos, na qual várias pessoas podem debater sobre o evento ao mesmo tempo de forma direta ou indireta, geralmente através do uso de uma hashtag em comum. A facilidade de postagem é outra vantagem, pode-se enviar mensagens para o Twitter através do celular. Isso possibilitou que este fosse o primeiro canal de comunicação em vários eventos trágicos, após isso, trazendo outros canais e meios para a cobertura do fato.

As redes sociais se caracterizam como espaços onde as pessoas podem interagir mutuamente, se relacionando, trocando conhecimentos, experiências, e criando laços entre si. Esses espaços trouxeram uma realidade nova à tona: a possibilidade de se comunicar, manter e criar novos contatos sem barreiras geográficas. Canais como blogs e seus comentários e fóruns de discussão geralmente se caracterizam como interações assíncronas, diferente de microblogs que tem uma interação geralmente mais síncrona, mas que ainda não chega a um nível de sincronia como a de um bate-papo virtual, ou serviços de troca de mensagem instantânea.

As interações nas redes sociais geram uma “moeda de troca” virtual, o capital social. Ele é um conjunto de recursos de um determinado grupo que pode ser usufruído por todos os membros do grupo, ainda que individualmente, e que está baseado na reciprocidade. Ele está embutido nas relações sociais e é determinado pelo conteúdo delas.

Redes de microblogging, como o Twitter, surgiram e por sua limitação imposta de caracteres acabaram definindo outra característica: uma alta velocidade de informação. As pessoas “seguem” outras que disponibilizam informações relevantes de forma ágil. Qualquer pessoa pode criar e compartilhar informações. Um dos principais usos é a cobertura ao-vivo de eventos, na qual várias pessoas podem debater sobre o evento ao mesmo tempo de forma direta ou indireta, geralmente através do uso de uma hashtag em comum. A facilidade de postagem é outra vantagem, pode-se enviar mensagens para o Twitter através do celular. Isso possibilitou que este fosse o primeiro canal de comunicação em vários eventos trágicos, após isso, trazendo outros canais e meios para a cobertura do fato.

E difícil combinar diversidade com cultura de massa. Para priorizar a opinião – e o lucro – de poucos, é preciso estabelecer com os outros muitos um status de dominação. A cultura, quando distribuída em ritmo industrial, vira uma versão empobrecida da realidade, dissemina estereótipos e carrega as relações sociais de estagnação e desigualdade.

Mas se a cultura de massa é aquela que tem pouco ou nada a ver conosco, a cultura da rede somos nós. A rede nos oferece um potencial inédito de propagar pensamento livre e criatividade. A comunicação passa a se dar de maneira essencialmente horizontal e o conhecimento se constrói colaborativamente. A diversidade cultural deixa de ser uma entidade exterior às pessoas e se torna, finalmente, um produto da expressão coletiva.

Para que esse potencial se concretize, é preciso transformar a rede em um espaço de todos. Para que a rede reflita a diversidade, é preciso promover o acesso, a liberdade, o respeito às diferenças. E resgatar a idéia de que as pessoas, todas elas, têm o que dizer.

Para Entender a Internet

20 mar

Juliano Spyer tá lançando um livro 100% Web 2.0. Ele se chama Para entender a internet – Noções, práticas e desafios da comunicação em rede. Ele é integralmente disponibilizado em PDF e também por um site, onde leitores podem debater e conversar entre si e com os autores sobre os assuntos do livro ou assuntos de interesse comum.

São 38 autores compilados em um e-book aberto. O livro começa no pdf e continua no blog.

Vale muito a pena baixar e participar.

Alguns dos autores:
– Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil hoje, é quem escreve sobre blog.

– Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita em São Paulo, escreve sobre internet e lei eleitoral.

– Fábio Seixas, um dos brasileiros mais seguidos no Twitter, fez o texto sobre micro-blogging.

– Sérgio Amadeu, ativista combativo do software livre, escreve sobre pirataria online.

– Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos e respeitados internacionalmente, explica o que é o Creative Commons.

E esses são só alguns.

Vale a pena conferir o projeto. Acredito que tem muita coisa interessante a ser discutida por ali.

Para visitar o site clica aqui e para baixar clica aqui.

Os Blogs Vieram para Iluminar a Sombra.

20 nov

 

Há uma sabedoria e um equilíbrio entre todas as novas e velhas mídias. Os blogs mais destacados atuam bem em algum tipo de sombra, cumprindo um papel de pequena lanterna que dá luz ao todo.

Por Carlos Nepomuceno.

Quanto mais somos no planeta, mais necessidades temos de comer, vestir, morar, consumir. Isso nos leva a necessidades de informação e comunicação para preencher esses desejos.

Mais ações são colocadas na roda do mundo e mais fatos ocorrem.

Os meios de comunicação e de informação tentam, ao longo dos séculos, dar conta desse grande universo demandante. Na incapacidade de resolver o problema de uma forma, pula para outra, criando novas camadas de inteligência.

A mídia tradicional (rádio, TV, jornais…) era completamente ineficaz de cobrir tudo que acontecia nos quatro cantos do planeta.

Os fatos, os detalhes, os nichos, os pontos de vistas eram muito maiores, diversos e amplos do que o volume de microfones, câmeras e bloquinhos dos jornalistas permitiam.

A rede veio cumprir esse novo papel: iluminar as sombras deixadas pela mídia tradicional, permitir que novas idéias entrassem na roda e gerar debates entre pessoas, compatibilizando o volume de cabeças pensantes com o ambiente de conhecimento disponível.

Como mostra a figura abaixo, na qual o off-mídia (produção independente de usuários ou grupos de usuários), agregando relevância ao planeta:

blogs_luz_sombra

Assim, um blog eficiente não é aquele que tenta ser um espaço a mais onde a mídia coloca luz, mas deve procurar trabalhar nas sombras, nas brechas que essa deixa.

Ou caminha para uma especialização, ou apresenta um novo ponto de vista, ou dá detalhes que os outros meios não conseguem, entrando na roda da informação relevante, aumentando o significado e gerando valor.

Um blog que repete é barulho, ruído, sem valor e tende a ser ignorado pelo público, que vai procurar a sombra do off-mídia.

Há em cada leitor a procura de um balanço e uma necessidade de preencher as suas necessidades de informação, com relevância para que possa tomar as decisões e seguir adiante.

Toda vez que uma nova mídia, seja blog, Twitter, listas de discussão ou o que seja, não vem para agregar luz à sombra, tende a ser ignorada, pois entra no rol dos ruídos.

Quem tem Twitter, por exemplo, e passa a seguir alguém espera que aquela pessoa ao dizer onde está e o que está fazendo, lhe dará dicas importantes e preciosas, no caso da procura por interesse profissionais.

Mas se o cara twitta de um engarrafamento, que está com fome, que comeu farofa, o que isso está trazendo luz à sombra?

É mais um a trazer barulho, onde queremos silêncio e bons toques….

Há uma sabedoria e um equilíbrio entre todas as novas e velhas mídias.

Se você observar os blogs com trânsito verá que eles estão atuando muito bem em algum tipo de sombra, cumprindo um papel de pequena lanterna que dá luz ao todo, seja informando na escuridão, ou juntando diversas partes, que mesmo na luz, não faziam sentido.

O objetivo de agregar informação ao mundo, é sempre de levar relevância, o resto é entropia.

Essa é a nova dialética em que estamos: mais vale o silêncio do que a abobrinha. E quando vem a abobrinha, que seja de uma forma a colaborar na salada.

Estamos na passagem do mundo da escessez (quem gosta do termo é o Clay Shirky) para a abundância e temos que ser sábios em agregar para complementar e não para gerar ruído.

E essa capacidade de transitar sempre gerando valor, é o que fará a diferença no mundo atual e futuro, seja uma pessoa, ou empresa, ou país.

 

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Carlos Nepomuceno é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), coordenador do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da Pontonet. Mais dele no blog CNepomuceno e no Twitter.