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Filme da Semana – Nome Próprio

6 nov

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Os textos de Clarah Averbuck, escritora gaúcha,  sairam dos blogs e viraram os ótimos livros Máquina de Pinball Vida de Gato, depois, foram adaptados para o cinema sob o título de Nome Próprio (2008).

Na telona, a protagonista Camila Jam, vivida por Leandra Leal já começa dando pinta do turbilhão de emoções contraditórias que formam sua personalidade, chorando, desesperada depois de uma noite errada com a pessoa errada. Fato que, para ela, não é erro algum. Simplesmente aconteceu.

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Com uma personalidade autodestrutiva, Camila afunda, durante o filme, em um abismo de bebidas, drogas, e sexo sem freio algum.

Mas se o filme tinha tudo para ser chato e cansativo, devido ao fato de que Leandra Leal atua sozinha em boa parte dele, me deixou engatado. Talvez pelo estilo de filmagem de Murilo Salles, com uma câmera nervosa, seguindo as personagens e te colocando dentro da história, ou pelo uso extenso de uma metalinguagem pouco explorada no cinema, onde enquanto Camila “bloga”, as letras vão aparecendo na tela do micro, nas paredes, no chão.

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Vale ainda dizer que, apesar do fato de que a atriz passa quase a película inteira nua, ou com roupas mínimas, e de algumas cenas pornográficas bem agressivas surgirem, em certo ponto do filme esqueci deste fato, tamanha a competência da atuação.

Além disso, a trilha sonora é demais!

Enfim, é um filme pra quem gosta de cinema bem feito e de histórias densas, e não tem medo de embarcar no universo paranóico da personagem.

Abaixo o trailer pra dar um gostinho.

Confira o trailer de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton.

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Parece que Tim Burton encontrou a obra perfeita para exercitar toda sua loucura excentricidade: Alice no País das Maravilhas. Pois a maluquice lisérgica que mistura coelhos, rainhas, naipes de baralhos e espelhos, escrita por Lewis Carroll cabe perfeitamente no estilão visual único de Burton.

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Ele mistura captura de movimentos e animação 3D, com bonecos em stop-motion. O elenco inclui figurinhas carimbadas da filmografia do diretor: Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas) e Christopher Lee (O Jaguardarte). Completam o elenco Anne Hathaway (Rainha Branca), Michael Sheen (Coelho Branco) e Mia Wasikowska (Alice).

O filme só estréia dia 5 de março de 2010, mas o site já tá no ar e o trailer já tá rodando pelaí. Confere aí:

Trailer de Velozes e Furiosos 4

16 jan

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Não há alguém que goste de carros que não tenha visto pelo menos um dos filmes da franquia Velozes e Furiosos. Também não há alguem que goste da franquia que não concorde que o primeiro filme bota os outros no chinelo.

Pois é. Agora, a bola da vez é Velozes e Furiosos 4, com estréia prevista para 12 de junho no Brasil. Neste quarto filme é repetida a dobradinha Justin Lin e Chris Morgan, respectivamente diretor e roteirista de Velozes e Furiosos 3: Desafio em Tóquio. Além disso, o elenco principal é o mesmo do primeiro filme, com Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster e Michelle Rodriguez. O filme tem locações em Los Angeles, México e na República Dominicana. 

Desta vez, Brian (Walker) está saindo da prisão para ajudar os federais a caçar um importador de heroína conhecido como Braga. Com a ajuda de Dominic (Diesel), o agente arruma um lugar no grupo do criminoso.

Curta o Trailer:

Inaugura próxima sexta-feira a primeira sala IMAX do Brasil

8 jan

 

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Segundo a Folha Online , no dia 16 de Janeiro vai ser inaugurada em São Paulo a primeira sala de cinema no Brasil a adotar o formato IMAX.

As salas de cinema IMAX possuem telas gigantes – em média 16m x 22m, mas a sala de São Paulo terá uma tela um pouco menor, com “apenas” 14 m de altura e 21m de largura. Nela, serão exibidos filmes em 2D e em 3D, como o “Fundo do Mar 3D”, que será exibido na estréia.

Os ingressos vão custar R$30 de sexta a quarta-feira e R$ 20 às quintas-feiras, o que achei um pouco salgadinho…

A sala tem 327 poltronas e estará localizada no Bourbon Shopping Pompéia, na zona oeste de São Paulo.

Há outra sala IMAX em construção no Brasil, no Shopping Palladium em Curitiba, mas sem data para inaugurar.

Espero ansiosamente por uma sala dessas aqui em Floripa… 


Filme da Semana – Quantum of Solace (2008)

7 jan

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Quantum of Solace

Inglaterra/EUA – 2008

 

Direção: Marc Forster
Roteiro: Paul Haggis, Neal Purvis 
Elenco:
 Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Gemma Arterton, Jeffrey Wright.

Sinopse: Dando continuidade aos eventos de ”Cassino Royale”, essa 22º aventura do agente James Bond tem como inspiração o conto ”Risico”, por sua vez presente no livro ”Somente para os seus Olhos”, de Ian Fleming. Filme que marca a segunda participação de Daniel Craig como 007.

Não há mais Guerra Fria. James Bond, interpretado por Daniel Craig sangra, tem o rosto marcado por cortes e hematomas, apanha e não pode confiar em ninguém, uma vez que o grande inimigo da vez é uma organização internacional misteriosa e sem rosto, que se infiltra em todos os lugares e é capaz de derrubar governos com facilidade.

Nunca se viu um Bond correr tanto, envolver-se em pancadarias, saltar de prédios, andaimes e carros em movimento, tornar-se praticamente um personagem de videogame em meio a seqüências frenéticas de ação. Se nos filmes da década de 60 a maior prova de exigência física do agente inglês era perambular de cama em cama, o 007 personificado por Craig bate e apanha muito mais do que transa, embora, verdade seja dita, o nível estético das Bond Girls permaneça impecável. O  James Bond do século XXI está mais realista, mais sofrido, um homem emocionalmente instável que, embora jamais perca de vista o objetivo de suas missões, possui motivações pessoais para cada ação que faz.

Após a reconstrução do personagem James Bond em Cassino Royale, fartamente elogiada por crítica e público que se renderam à atuação de Daniel Craig, o melhor ator da franquia desde o hors concours Sean Connery, como prosseguir no mesmo alto nível? A resposta procurou ser dada neste filme, cuja trama é uma espécie de continuidade do primeiro com Daniel, que havia terminado com a morte da única mulher pela qual James Bond se apaixonou de verdade: Vesper Lynd, maravilhosamente interpretada por Eva Green em Cassino Royale. Uma mulher que, no entanto, traiu Bond e fez com que ele se tornasse ainda mais amargo, cínico e cético do que um assassino profissional já precisa ser. E as seqüências iniciais de Quantum of Solace, que mostram 007 chutando bundas em uma perseguição frenética de carros na Itália, já mostra o estado de nervos de Bond: um homem que não mede conseqüências nem hesita ao matar suas testemunhas ao invés de interrogá-las, na sanha por saber a verdade sobre os responsáveis pela morte de Vesper e, também, a fim de descobrir qual é a misteriosa organização capaz de fomentar golpes de estado em países como a Bolívia, e que se infiltra inclusive no serviço secreto britânico.

Quantum of Solace não consegue superar seu antecessor Cassino Royale, muito por conta das suas personagens femininas, que sequer chegam aos pés de Vesper Lynd. Camille (Olga Kurylenko) surge na trama apresentando as mesmas motivações de Bond para suas ações: traumas do passado que pedem por vingança em seu sangue. Porém, é uma personagem frouxamente construída pelos roteiristas do filme, que encanta na tela com sua faiscante presença física, mas perde de goleada na inevitável comparação feita com a Vesper que Eva Green interpretou na película anterior. Faz melhor papel a atriz Gemma Arterton, que honra a tradição de nomes esdrúxulos da franquia com sua personagem Strawberry Fields, uma funcionária administrativa do serviço britânico que sucumbe aos músculos torneados de Bond e vai para a cama com o agente. Strawberry também é protagonista de uma cena impactante que remete diretamente à mais famosa das cenas do clássico 007 Contra Goldfinger.

Menos mal que o filme possui atuações marcantes de coadjuvantes de luxo como Judi Dench (pela sétima vez consecutiva no papel de M, a chefe imediata de Bond), Giancarlo Giannini (no papel de Mathis, o agente experiente que protagoniza outra cena marcante do filme, que ilustra a frieza objetiva que tomou conta do Bond de Daniel Craig após a perda do amor de sua vida) e Mathieu Amalric, o excepcional ator francês de filmes como Reis e Rainha e  O Escafandro e a Borboleta, e que faz o que pode no papel do vilão da vez, um empresário falsamente filantrópico. É uma pena que o roteiro de seja superficial, mas há aqui um nítido problema de comparação com o filme anterior, que humanizou James Bond de uma maneira inédita em todos as produções da série e o tornou um personagem muito mais complexo e verossímil.

Quantum of Solace é uma diversão de primeira qualidade que me deixou esperando pelo próximo longa-metragem da série.

Trailer: