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Políticos devem se render às redes sociais

15 set

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Políticos de todo o mundo invadiram a internet depois do sucesso da estratégia de campanha de Barack Obama durante as eleições americanas de 2008, que utilizou redes sociais como Facebook, MySpace, YouTube, Flickr, AsianAve e Twitter – por onde o democrata, depois de eleito, anunciou o nome de seu vice, Joe Biden. Chefes de estado e de governo como Nicolas Sarkozy (França), Angela Merkel (Alemanha), Silvio Berlusconi (Itália) foram alguns líderes que seguiram os passos do americano. No Brasil, o interesse da classe política pelo assunto já está sendo considerado a nova estratégia de marketing político para as eleições de 2010.

“Estamos vivendo uma carência de posições e de ideologias e essas ferramentas possibilitam estimular o debate com a sociedade”, diz o deputado federal Eliseu Padilha, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, que capitaneia a discussão sobre o uso das redes sociais pelo PMDB. Por ora, o PV é a única legenda presente em cinco redes. DEM e PT ainda não definiram como será a participação dos seus candidatos na web em 2010, embora expoentes das agremiações já estejam em ação nos espaços virtuais.

A posição dos tucanos também é reticente: “A minha avaliação pessoal é que tudo isso será menos importante do que se acredita porque a cultura brasileira de participação é diferente da americana e da europeia”, afirma Eduardo Jorge, vice-secretário executivo do PSDB e líder de estudo interno da legenda sobre o uso das redes sociais.

Um dos canais favoritos dos políticos brasileiros é o Twitter, microblog que aceita textos de no máximo 140 caracteres e que tem se popularizado pela facilidade de postagem de mensagens a partir de computador ou celular. De acordo com o Politweets, ferramenta que contabiliza a participação de políticos no Twitter, até o momento um governador, 13 senadores, 27 deputados federais e quatro deputados estaduais utilizam o microblog.

Estratégias – Estar presente nas redes sociais em 2010 não será o suficiente para colher sucesso nas urnas, adverte Fernando Barros, presidente da agência de publicidade e marketing político Propeg. “Será preciso montar estratégias criativas, inéditas e que trabalhem a customização das mensagens para públicos específicos, deixando de lado os boletins generalistas.” Para ele, esse foi o grande trunfo da campanha eleitoral de Obama.

Barros já realizou um “laboratório” do que poderá ser usado por aqui no próximo ano: as eleições legislativas de Angola, em 2008, em que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) conquistou cerca de 80% dos votos. A estratégia desenvolvida pelo publicitário lá foi aproximar o candidato do eleitorado. “Quando um político comenta em uma rede social a música que está ouvindo, ele humaniza sua figura e se aproxima do eleitor”, explica. “É impressionante como funcionou: o resultado foi muito superior ao esperado”, avalia.

Outro ponto importante seria evitar estratégias “invasivas”. Isso porque, de acordo com pesquisa realizada pela Propeg com eleitores de São Paulo, Salvador, Brasília e Belo Horizonte, a maioria dos eleitores de classe C e D rejeita pop ups, e-mail marketing e newsletter de campanhas políticas.

Indignação virtual – Outro especialista em marketing político, o consultor Gaudêncio Torquato, diz que as redes sociais podem mudar a cultura de participação dos brasileiros no processo político. “Agora, existe a opinião pública virtual, que é muito influenciada pelo que circula na internet”, explica. “Nunca se viu tanta propagação de mensagens de interesse político na internet: se acontece um escândalo, uma votação polêmica em Brasília, imediatamente as pessoas começam a se manifestar nos blogs e twitters.”

Segundo Torquato, todas as consultorias em marketing político já estão estudando estratégias que utilizam as ferramentas da internet para as próximas eleições. “São mais de 50 milhões de pessoas utilizando a web hoje no país. Não dá para ignorar esse número.”

Fonte: Portal das Redes Sociais
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Governo concede anistia ao ex-presidente João Goulart

15 nov

Do site G1

“O ex-presidente da República João Goulart e sua viúva, Maria Teresa Goulart, tiveram seus pedidos de anistia política julgados neste sábado (15) e concedidos, por unanimidade, durante encontro, em Natal (RN), da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça.

 Participaram do evento várias autoridades. Entre elas o ministro da Justiça, Tarso Genro, e os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado Federal, Garibaldi Alves.

 Este é o primeiro caso de um ex-presidente da República que recebe anistia política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu anistia em 1994, ou seja, antes de tomar posse no comando do Executivo. Ele ficou preso por um mês em 1980.

 João Goulart, ou Jango, como era conhecido, foi deposto pelo golpe militar de 1964. Ele foi afastado da presidência após a tomada de poder pelos militares e refugiou-se no Uruguai. Também passou pela Argentina, onde morreu em 1976, na cidade de Mercedes, vítima de um ataque cardíaco. 

 Por ter recebido o status de anistiada política, a viúva de João Goulart, Maria Tereza, receberá R$ 100 mil em indenização do Estado. Já devido ao processo do ex-presidente da República, ela receberá mais R$ 5,4 mil por mês de indenização.

 Mensagem do presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está participando da reunião do G20 em Washington (Estados Unidos) não compareceu ao evento, mas enviou uma mensagem, que foi lida no local. Segundo ele, a concessão da anistia política a João Goulart marca um “pedido oficial” de desculpas do Estado brasileiro.

 “Mais que isso, este ato representa a renovação do compromisso público firmado por nossa sociedade em 1988, de avançar na consolidação de um projeto de nação calçado na liberdade , na valorização da diferença e na preservação da vida acima de qualquer outro valor”, disse Lula em sua mensagem.

 O presidente disse ainda que o evento homenageia um “grande líder da nação”. “Nunca será demais destacar o papel heróico de Jango para o povo brasileiro, uma vez que ele representa como poucos o ideal de um Brasil mais justo, mais igualitário e mais democrático. Infatigável defensor da pátria e das reformas de base, Jango viu o ocaso do Estado de Direito no Brasil, que o obrigou ao exílio, do qual retornou sem vida, para ser sepultado em sua amada terra natal”, avaliou.

OAB

Também presente à cerimônia em Natal, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse que a sessão da Comissão de Anistia representou um “momento histórico” pois foi a primeira vez, segundo ele, que o Estado oficialmente reconhece que errou no que se refere ao golpe militar.

 “É a primeira vez que o Estado pede desculpas por ter quebrado a via democrática e ter rasgado a Constituição brasileira. Este é um momento que ficará em nossa lembrança para que não possamos nunca mais repetir aquilo que aconteceu: para que não possamos nunca mais repetir o Estado Policial e a ditadura militar”, avaliou ele.”

Meio tarde não? Se bem que a mesadinha que a dona Maria Tereza vai levar não é baba não……

Mas soaria melhor se o dito cujo estivessa vivo, pelo menos.

A Audácia da Esperança

7 nov

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DESCRIÇÂO OFICIAL:         “O senador democrata Barack Obama, eleito no final de 2008 presidente dos Estados Unidos analisa o governo Bush, a vida política atual no seu país, a atuação do Congresso, as tensões religiosas e raciais, a intervenção norte-americana no Iraque e também outras questões mundiais, como o terrorismo e as pandemias nas páginas desta magnífica obra. Apesar de não ser exatamente uma autobiografia, a trajetória e experiência do senador também é exposta. Conheça um pouco mais sobre as idéias deste homem que em 2009 será o presidente do país mais podereso do mundo.”

 

 

Bom, precisa falar mais alguma coisa? Este singelo livro acaba de tornar-se um must-read para qualquer um que se interesse em política e viva no planeta Terra.

Eu, particularmente, quero ler.

Seria uma boa leitura para este final de semana….

“Toda unanimidade é burra.”

6 nov

Acho que nunca vi uma disputa como essa. E, após muita briga, Obama sai vencedor.

A atitude de McCain, além de me surpreender, me agradou.

Ver um homem que, derrotado, assume seu papel como cidadão ao lado de seu presidente foi incrível. Digno de hollywood. Aliás…. não dou muito tempo pra isso virar filme não….

Acho que realmente Obama é uma unanimidade.

Mas… como dizia o Nelson Rodrigues…..

Mr. PRESIDENT!

5 nov

É oficial.

Barack Obama é o 44 º presidente americano. O 1º negro.

 

Não vou perder tempo tentando fazer previsões e suposições de como vai ser seu mandato. 

Não vou me derreter em elogios, enaltecendo o feito de uma população empobrecida e discriminada historicamente que, usando a arma que lhes cabe, a democracia, deu o troco.

Não vou, da mesma forma criticar o fato de que Obama não é, nem de longe, o afro-americano comum, muito pelo contrário.

Apenas vou manifestar a preocupação. 

Preocupação com as expectativas que um fato supremo como este acarreta.

O novo Presidente terá que lidar com as expectativas, pressões e cobranças engrandecidas em milhares de vezes.

Que tudo dê certo.

Boa Sorte.